Ponto de Vista


MUTIRÃO, POR ALÉXIA RAMOS

Várias veses eu vejo em filmes ou no jornal um dia que todos se juntam em prol de uma causa, um grupo que compartilha um ideal e põe em prática o que acredita. O Mutirão é isso. Uma vez por ano a Mocidade se reúne para ajudar o bazar a se organizar. É um sistema de trabalho voluntário e muito gratificante.

Ano passado quando eu fiquei sabendo do projeto eu já achei bacana, porque é sempre importante ser útil, mas chegando lá que eu percebi o quanto grande era a ajuda que nós estávamos levando. O bazar não consegue organizar o contingente de doações que a casa recebe, e essas roupas, sapatos e objetos acabam perdendo utilidade no meio da bagunça. E o pior é que com o tempo isso se torna um problema enorme porque as doações só se acumulam.

O trabalho é grande, mas apesar disso, eu fiquei surpresa de como é gratificante o dia do Mutirão. Nós trabalhamos de baixo de chuva e sol e muita alergia, mas não paramos e foi ótimo! Para quem é tímido, quer conhecer mais pessoas, também é uma grande oportunidade de conversar e interagir.

Durante todo o ano nós estudamos na mocidade os ideais que escolhemos seguir, são em dias como esses que conseguimos colocar em prática o que aprendemos, e principalmente o que acreditamos, além de divertir-nos muito! 

Aléxia Ramos



Olhos de ver ouvidos de ouvir, por Thayane Campos
         
A palavra portuguesa parábola deriva do grego parabolé, que significa pôr ao lado de, no sentido de comparar.  E, ao contrário do que muitos pensam, suas primeiras narrativas não foram as de Jesus. No entanto, foi Ele, o nosso mais importante Educador, que escreveu por meio desse eficaz recurso pedagógico, e que possui os maiores ensinamentos.

A parábola é uma narrativa breve, que usa de acontecimentos cotidianos para nos dar lições morais. Elas possuem termos compreensíveis, que facilitam a sua recordação.

Mas apesar de sua simplicidade, muitos na época, e mesmo até hoje, não apresentaram ou apresentam condições de entendimento. De qualquer maneira isso não importa, as parábolas são atemporais. Elas têm o poder de estarem em qualquer tempo e em qualquer geração, permitindo o aprendizado do ser humano de acordo com o seu entendimento.

Dessa maneira, “quem tem olhos de ver, veja; quem tem ouvidos de ouvir, ouça” no sábado dia 28 de maio “Novos tempos, antigas parábolas”, IV Mostra de Artes Meja.



Thayane Campos


NÃO PISE NA BOLA, POR LARISSA DANTAS



Não Pise na Bola é uma obra do Richard Simonetti que aborda questões sobre amor à primeira vista, almas gêmeas, sexo antes do casamento, gravidez indesejada, aborto, desilusão amorosa, casamento, brigas em família, homossexualismo, vícios, suicídio, vocação profissional, ensino universitário, mocidades espíritas, sensibilidade mediúnica. Temas estes que fazem parte do cotidiano do jovem e que os desafia todos os dias.

Para mim este livro é importante porque mostra de forma muito clara como lidar com as questões que a juventude nos proporciona. Faz com que nos sintamos bem orientados para com a nossa existência nessa fase de mudanças tão conflituosas.

O livro é muito rico em conhecimento, mas, além disso, propicia um diálogo entre os jovens e sua família aconselhando a manutenção de uma relação saudável entre ambos.

Recomendo a todos a leitura do livro para desfrutarem um pouco desses conhecimentos trazido pelo livro, para aproveitarem todos os ensinamentos propostos por Richard Simonetti, e também repassá-los aos pais e filhos para que possam ter a oportunidade do aprendizado construindo assim, um relacionamento saudável e uma existência sem inconseqüências.

Larissa Dantas








PONTO DE VISTA: NOSSO LAR - RAFAEL SANTOS

No ponto de vista deste mês falarei sobre o livro Nosso Lar.
Nosso Lar é uma obra que foi psicografada pelo médium Chico Xavier, ditado pelo espírito André Luiz.
Conta o livro a trajetória de um médico que muito abusou da sua reencarnação, onde mesmo sabendo dos malefícios que a bebida causava, de nada importou, logo, foi o álcool o causador de sua morte. Quando acordou, viu-se num local desconhecido, muito escuro, onde sofreu por oito anos: o Umbral. Porém foi socorrido quando fez uma prece, sendo levado para colônia espiritual mais conhecida dos encarnados, a colônia de Nosso Lar. Nessa “cidade” ele presenciou vários casos e fatos importantes, como as câmaras de retificação, o passe, os ministérios, os trabalhos realizados na colônia, o acolhimento dos desencarnados por conta da Segunda Guerra Mundial, a sua família após seu desencarne, o bônus-hora, etc.
Para mim, este é um dos livros mais importantes psicografados pelo Chico, porque mostra de forma muito clara um pouco sobre as cidades espirituais e seu funcionamento, informações que, até então, eram desconhecidas para os encarnados; além de ilustrar muito bem o Umbral segundo André Luiz, que fez com que todas as impressões muito ligadas ao “Inferno” fossem mudadas para algo mais claro e real. O livro tem também a sua parte moral, onde são tratados os vícios, o trabalho dos espíritos, a importância da prática do bem, os poderes de uma prece (onde é exemplificada pela oração coletiva), a beleza da música, entre tantas outras coisas.
O livro Nosso Lar é muito rico em ensinamentos e, por ser um livro tão inovador, virou filme !!! Porém, muitas partes que muitas pessoas e eu gostamos e achamos importantes não foram colocadas na telona, por isso recomendo que aqueles que viram só o filme leiam também o livro para aproveitar ao máximo todas as vivências que André Luiz presenciou e que ele e os Espíritos Amigos acham importante para o aprendizado de toda a humanidade .

Por Rafael Santos de Almeida



PONTO DE VISTA: A ÚLTIMA FASE DA IDEIA

Vamos todos brincar de ter uma grande ideia. Brincar de transformar essa ideia em realidade. Vamos agora imaginar como seria possível mostrar ao mundo nossa grande ideia! Feito isso, usaremos os recursos que estiverem ao nosso alcance para traduzir isso em imagens e palavras. Ah! Não podemos nos esquecer do principal detalhe: Precisamos de um ser humano. Está feito o Teatro!

Vindo de milhares de anos antes de Cristo, o teatro sempre foi usado para expressar ideias e ideologias em todas as épocas da humanidade. Grandes dramaturgos usavam dessa arte para levar seus pensamentos ao domínio público.

Faziam isso através do drama, da comédia, do romance ou do suspense. Sempre tendo em vista passar algo construtivo aos espectadores. Já dizia Shakespeare, em Hamlet: “Nada tão parasitário quanto uma grande ideia”. Daí a inspiração dos grandes artistas para introduzirem grandes ideias na cabeça das pessoas.

Teatro é teatro em qualquer lugar do mundo. Dentro da doutrina espírita ele também encontra espaço. Fazemos do teatro uma forma de expressar nossos sentimentos e convicções, tentando fazer com que os espíritos que nos assistem sejam tocados pela nossa proposta. Assim são feitos os mais diversos espetáculos.

O teatro, assim como toda forma de arte dentro da doutrina espírita, vem como forma de sensibilizar mais as pessoas quanto aos ensinamentos do Cristo, pois, essencialmente, é essa a nossa proposta. Assim sendo, torna-se imprescindível o estudo afundo da doutrina espírita e do evangelho do Cristo para que possamos transmitir ideias convictas e bem embasadas a quem quer que seja.

Em especial, venho nesse ponto de vista “puxar a sardinha” para aquela que já foi descrita como “Arte Total”. O teatro (e as artes cênicas) tem essa específica denominação devido ao fato de ser o único a trazer várias outras manifestações artísticas em um só espetáculo. A música, a poesia, as artes plásticas, o áudio-visual, tudo isso inserido naquilo que chamamos de peça! Seria melhor chamarmos de quebra-cabeça.

No mês de janeiro estarão em andamento dois festivais de teatro em Belo Horizonte. A Campanha de Popularização do Teatro e da Dança vem com espetáculos de comédia, em sua grande maioria. Isso não quer dizer que não tenham outros bastante interessantes e com muito conteúdo para serem apreciados. Vale a pena conferir. O outro festival é o Verão Arte Contemporânea. Esse por sua vez é bastante inteligente. Traz espetáculos ousados. Textos de dramaturgos renomados e alguns dos grupos mais premiados do nosso teatro.

Vamos aproveitar para pensar. Para aguçar nossos sentidos em busca de algo novo! Refletir sobre as coisas mais importantes da vida. Essa é, foi e sempre será a principal proposta do teatro!

PAULO LOBEMVEIN




PONTO DE VISTA: ESPIRITISMO NA REDE GLOBO & COMPANHIA

No programa “Domingão do Faustão” deste domingo, 12/09, foram levantados alguns temas como psicografia, vidas passadas, vida após a morte e reencarnação. O apresentador Fausto Silva comentou ainda sobre os filmes “Chico Xavier” e “Nosso Lar”. O que motivou a emissora a levar esses assuntos para o programa dominical foi a polêmica novela “Escrito nas Estrelas”, transmitida pela Rede Globo de segunda a sábado, às 18h.

A novela não é Kardecista, mas trata de alguns conceitos que compreendem a Doutrina Espírita. Contudo, outras novelas já abordaram o assunto como “Alma Gêmea”, em 2005 e “A Viagem”, que foi ao ar pela primeira vez em 1975 pela TV Tupi e o remake realizado pela Rede Globo em 1994.

No mesmo dia e no mesmo canal, a revista eletrônica “Fantástico”, exibida logo após o programa do Faustão também tratou do tema espírita e o foco foi o médium Francisco Cândido Xavier. Entrevistaram o diretor do filme “Nosso Lar”, Wagner Assis, o médico e alguns amigos de Chico Xavier. As manchetes principais foram o código secreto para comunicação que Chico teria passado a um seleto grupo de amigos, e sobre a reencarnação de Emmanuel que teria acontecido em março de 2000 em SP. Também anteciparam mais um filme que tratará do assunto: “As mães de Chico Xavier”, com estréia prevista para dezembro deste ano.

Assim, fica perceptível que a população brasileira tem aceitado cada vez mais o tema do Espiritismo, o que incentiva mais ainda a produção de filmes, novelas e livros espíritas. E a feliz conseqüência é o auxilio que se tem na divulgação da Doutrina Espírita e a contribuição para introdução dos conceitos e da linguagem espírita no imaginário da população brasileira.

Contudo, o resultado da divulgação do espiritismo em novelas e filmes será sempre diferente daquele que nós, espíritas, gostaríamos e pretenderíamos que fosse. Mas, mesmo assim, ainda é melhor do que os equívocos lançados em revistas como “Isto É” e “Veja” que trazem informações deturpadas, enganosas e desrespeitosas sobre o Espiritismo.

A última revista a divulgar informações equivocadas e pecar quanto à, pelo menos, quatro aspectos do labor jornalístico de imprensa (ético, cultural, investigativo e redacional), foi a “Super Interessante”, da Editora Abril. A matéria foi desconstruída por jornalistas éticos e especialistas do Observatório da Imprensa que questionaram a credibilidade da revista (http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=585FDS008).

Além disso, Richard Simonetti, autor de mais de 40 livros espíritas de elevada qualidade, coerência doutrinária e confiabilidade, escreveu uma carta-resposta à redação da Super Interessante de cujo teor se deduz o material tendencioso da revista (http://www.slideshare.net/souzamp/carta-de-richard-simonetti-superinteressante).

É fato que a prática jornalística é mestra em confrontar as idéias espíritas e servir a propósitos e interesses institucionais. E como os jornalistas são formadores de opinião pública, suas declarações, muitas vezes, fazem com que surjam interpretações equivocadas por parte do público.

Desta forma, é preciso que sejamos mais democráticos e mais críticos para exigir da imprensa a pluralidade de idéias e visões. Só assim poderemos cooperar para uma sociedade na qual a imprensa seja um lugar de promoção da democracia e da fraternidade.
PARTICIPE DA ENQUETE DO MÊS SOBRE ESTE TEMA!!!

Este é o ponto de vista da integrante da mocidade, Keila Brenda.
E você? Qual é o seu ponto de vista???




PONTO DE VISTA: SEXUALIDADE

Tratar sobre sexualidade e relacionamentos, sempre foi algo muito delicado. Mas o ciclo de palestras deste mês soube discorrer o tema de maneira clara e correta.

A temática abordada trouxe para nossa mocidade, assuntos como sexualidade no âmbito familiar e a importância de um sentimento verdadeiro para a consumação do ato sexual.

Particularmente falando, além de esclarecer nossas dúvidas sobre o assunto, esse ciclo teve uma importância ainda maior na minha vida.

Eu, que sempre vi o casamento como um ato de loucura, por presenciar constantemente relacionamentos serem destruídos de maneira tão rápida. Pude compreender que esse fato ocorre não porque estamos amando menos, mas porque quando escolhemos alguém para estar ao nosso lado, pensamos apenas em nós, e na suposta felicidade que teremos, esquecendo então de fazer o outro feliz.

Assim, percebi que relacionamentos podem sim dar certo, basta apenas deixarmos de lado o egoísmo e os paradigmas sociais, que tanto exigem de nós na hora de escolher um marido ou uma esposa.

Relacionamentos devem ser baseados em cumplicidade, confiança e lealdade, e tudo isso nós leva ao verdadeiro sentimento de amor. E é desse amor que nasce o verdadeiro e completo ato sexual.

Thayane Campos - 2008